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JOANA AMENDOEIRA (Fado)
Oriunda de Santarém, Joana Amendoeira desde cedo se impôs no exigente meio fadista de Lisboa, onde iniciou a sua carreira era ainda uma jovem adolescente.
Se inicialmente foi considerada uma das fadistas mais representativas da sua geração (prémio revelação Casa da Imprensa/ Grande Noite do Fado 2004), desde então gravou cinco álbuns, dos quais “Joana Amendoeira & Mar Ensemble” foi considerado o melhor disco de fado 2008 (Prémio Amália Rodrigues).
Com uma carreira profissional de veterana, não passou despercebida no estrangeiro onde é presença assídua nos circuitos e salas mais prestigiadas da Europa (mais informação em www.joanaamendoeira.net).
Sendo uma fadista de tradição clássica, Joana não enjeita a aproximação a outras áreas e arranjos musicais, como prova o seu último trabalho discográfico com uma orquestra de cordas e a colaboração de músicos e compositores de música popular.
A formação clássica é composta por um trio (Guitarra Portuguesa, Viola e Contrabaixo) e dois músicos convidados (Piano/Acordeão e Violoncelo). O repertório é maioritariamente composto por originais, clássicos e tradicionais, reflectindo a arte que enfrenta no palco a cumplicidade entre os músicos e o publico.
Joana Amendoeira prepara o seu próximo álbum, com saída prevista para 2010 e apresentação pública no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB) em Lisboa.
www.joanaamendoeira.net | www.myspace.com/joanamendoeira |
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HELDER MOUTINHO (Fado)
A crítica fala da “alma fadista que escapa a tantos outros”. Uma emoção que passa através da voz e que não exige demonstrações de técnica nem fogos de artifício.
Helder Moutinho é filho do Fado e da Guitarra Portuguesa, é criador da saudade renovada, é a voz do Fado moderno, de F maiúsculo, mas eternamente tradicional.
“Luzes da Cidade” é um espectáculo que pretende transportar o público numa viagem imaginária a uma cidade, percorrendo todos os seus locais mais emblemáticos, mas também todas a emoções e condições da Vida. Belém (CCB) em Lisboa. |
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RODRIGO (Fado)
Rodrigo não é apenas sinónimo de tradição e popularidade no panorama do fado. É também um testemunho vivo de todos os percursos que o género musical teve ao longo da sua existência. É esta a imagem com que ficamos quando estamos em frente a um homem com 68 anos de idade, simples e directo, como é esta canção que, ao longo do tempo - e também por causa de Artistas como ele – tornou-se um dos símbolos culturais do nosso país. Tudo isto se reflecte no peso das palavras, na forma como as defende, construindo um conjunto de histórias, que nos fazem reflectir sobre as coisas do passado e do futuro para encontrarmos o que tem mais importância: o presente.
Acompanhado por um trio tradicional de fado (guitarra, viola e baixo), Rodrigo convida-nos a entender o fado na sua essência, passando pela tradição e pelo seu sentido mais popular, numa viagem pelos grandes fados tradicionais e alguns dos grandes êxitos do seu repertório.
Com 37 LP’s e CD’s gravados (sem contabilizar “singles” e EP’s) e cinquenta anos de carreira, o cantor prepara-se para lançar um novo álbum, inspirado no seu próximo concerto: “50 anos de palco”.
www.myspace.com/rodrigofado |
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ARGENTINA SANTOS (Fado)
Desde 1950 que se mantém à frente do seu restaurante típico “Parreirinha de Alfama”, em Lisboa. Ao contrário de outras conhecidas fadistas que, muito jovens, já interpretavam o fado em público, Argentina Santos, só iniciou a sua carreira artística depois da abertura daquele restaurante, para o qual foi trabalhar, como cozinheira, com apenas 24 anos. Quando deixava de cozinhar, Argentina Santos circulava pelas mesas, sempre assediada para cantar um fado. Na “Parreirinha de Alfama”, Argentina Santos cantou com fadistas que marcaram a história do Fado em Portugal: Berta Cardoso, Lucília do Carmo, Alfredo Marceneiro, Celeste Rodrigues, Mariana Silva, Natércia da Conceição, Natália Bizarro, Helena Tavares, Maria da Fé, Leonor Santos, Beatriz da Conceição, Fernanda Maria, Flora Pereira, Júlio Peres, entre muitos outros.
Graças à autenticidade das suas interpretações e a um estilo muito pessoal, logo se impôs como uma das mais dotadas e prometedoras fadistas da época, tornando-se desde então, para os conhecedores e melómanos do fado, uma intérprete fidedigna da canção, na linha das fadistas do passado. Gravou o seu primeiro disco em 1960. Argentina Santos é o Fado na sua expressão mais genuína e fascinante.
www.myspace.com/argentinasantos |
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CRISTINA BRANCO (Fado/Música Portuguesa)
Na arte e vida de Cristina Branco pode dizer-se, como diz a letra de Amália, que traz o fado nos sentidos. O fado atravessou a vida de Cristina por um acaso feliz. De certa maneira, terá sido ela, pela sua ousadia estética e cunho interpretativo muito particular, a atravessar o Fado enquanto fenómeno musical de profundas raízes tradicionais. Antes de entoar menores, mourarias ou maiores (*), e logo como gente grande, Cristina não frequentara casas de fado ou escutara o vinil das vozes da tradição. Conhecia alguns fados de ouvido, trauteados pelo avô materno, letras e acordes que repetia de improviso sem ter consciência de como estes se entranhavam, como lhe decidiam o destino. Estava por essa altura mais próxima de Billy Holliday e Ella Fitzgerald, de Janis Joplin e Joni Mitchell do que Amália Rodrigues.
Sem procurar uma ruptura ingénua com a tradição, antes procurando o que nela há de melhor (oiçam-se alguns dos "clássicos" por ela cantados), Cristina Branco reanima a tradição com a sua originalidade. Em todos os seus discos tem procurado o exigente convívio dos textos com a musicalidade inata do fado. Cristina Branco reúne toda a emoção que o género podia conter na sua íntima ligação entre voz, poesia e música. Tal como outros jovens músicos que, desde meados dos anos 90, encontraram no Fado a sua forma de expressão, contribuindo para uma surpreendente renovação da Canção de Lisboa, Cristina Branco começaram a definir o seu percurso, onde o respeito pela tradição caminha lado a lado com o desejo de inovar. Se nada na vida de Cristina indicava que o seu destino seria o fado, temos hoje de admitir que Cristina Branco está a criar um estilo senão “raro”, certamente “inédito”.
www.cristinabranco.com | www.myspace.com/cristinabrancooficia |
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VANESSA ALVES (Fado)
Vanessa Alves é uma fadista da chamada “Novíssima” geração. Com apenas 24 anos de idade, iniciou a sua carreira no circuito das casas de fado. Primeiro na Taverna do Embuçado, depois na Casa de Linhares e por fim no Sr. Vinho onde canta todas as noites desde 2006. Esta ultima um dos lugares mais emblemáticos da história da Canção de Lisboa. O seu fado é definitivamente clássico, explorando um repertório tradicional tanto nas músicas como na essência das letras que interpreta e escreve. Entre as poucas aparições em Palco destaca-se a sua participação no Palco Primeiro de Maio este ano na Festa do Avante. |
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CASA DE FADOS (Fado)
Brevemente... |
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MARCO OLIVEIRA (Fado)
“Retrato” é o nome do disco de estreia de Marco Oliveira, um dos mais representativos fadistas da sua geração. Neste caso, “fadista” não se aplica apenas ao intérprete, como o termo é usado pelo grande público e os mais aficionados pela arte de cantar o fado. Marco Oliveira é também um compositor e isso pode ouvir-se no seu disco em temas como “Sabes Lá (o que é ficar sozinho) ”, “Noite da Saudade” ou “Lisboa será assim”.
Mas não é tudo: Marco Oliveira é um dos mais importantes instrumentistas da nova vaga de fado da actualidade. Ana Moura, Raquel Tavares, Helder Moutinho, Ricardo Parreira, Carlos do Carmo, entre outros, podem testemunhar as suas qualidades musicais. Com apenas 20 anos de idade e tendo nascido no seio do fado, oferece-lhe a sua frescura, ao mesmo tempo que o respeita, apesar da sua juventude. Na adolescência, estudou guitarra clássica no conservatório nacional, enquanto acompanhava a grande escola de fado de Lisboa, passando pelos cantos e recantos da cidade, ouvindo os mais importantes “fadistas” de outras gerações, bebendo a essência e a “alma” possíveis, para se tornar num fadista de raiz. “Retrato” é o nome do seu disco, mas também é a definição do espectáculo que o retrata, a ele e à tão breve história de vida que tem para nos contar. No fundo, a história de início da nossa vida: de onde viemos, para onde fomos e tudo o que nos veio a acontecer. Ou, como diria o cantor-poeta: “o primeiro dia do resto das nossas vidas”.
www.myspace.com/marcoandreoliveira |
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RICARDO PARREIRA (Guitarra Portuguesa)
“CANCIONÁRIO” é o novo trabalho discográfico e espectáculo do guitarrista “Ricardo Parreira”. Depois do seu disco de estreia “Nas Veias de uma Guitarra – Tributo a Fernando Alvim”, considerado pela critica e fazedores de opinião, como um dos mais importantes documentos sobre os grandes compositores da história da guitarra portuguesa dos últimos anos, prossegue agora numa nova viagem: um trabalho com base no fado, ainda que mais dedicado à música tradicional e popular portuguesa. Este novo disco que será também um novo espectáculo, tem três vozes convidadas, baixo e percussões. Tem ritmo, balanço e diversidade, numa viagem sem sacrifícios pela história da nossa alma: “É preciso ter vontade de dançar mesmo que não seja o caso…”
Ricardo Parreira nasceu em Paço de Arcos há apenas 23 anos, no seio de uma família ligada ao Fado e à Guitarra Portuguesa. Filho de António Parreira (professor na escola do Museu do Fado) e irmão de Paulo Parreira, ambos instrumentista de referência, iniciou os seus estudos, ainda muito novo, primeiro pela mão de seu pai, depois na Academia dos Amadores de Música e no Conservatório Nacional.
Ricardo Parreira: Guitarra Portuguesa
Marco Oliveira: Guitarra Clássica e Vozes | Yami: Baixo e Vozes | Joaquim Teles (Quiné): Percussões e Vozes | Micaela Vaz: Vozes | Vânia Conde: Vozes
www.myspace.com/ricardoparreira |
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FADOS DE AMOR E PECADO - com ANA SOFIA VARELA (Fado)
Com um caminho longo, admirado e respeitado na música portuguesa, a dupla de compositores João Gil (música) e João Monge (letras) visitou vezes sem conta a música popular (Trovante e Aula dos Namorados), o rock, a pop e os cruzamentos disto tudo. E em algumas das suas canções também namorou, umas vezes mais ao longe, outras vezes muito perto, o fado (De Sol a Lua – Fado e Flamenco). Agora, muitos anos depois desse namoro ter começado, é a altura certa para lançarem um álbum de fado, «Fados de Amor e Pecado». Um álbum (e espectáculo) de fado que é mesmo fado, de doze fados que foram feitos pelos dois com amor, mesmo quando sentiam que - para muitos - poderiam estar a cometer um pecado. No disco, como companheiros perfeitos desta aventura, estão a fadista Ana Sofia Varela, José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira, Marco Oliveira e Diogo Clemente na viola, Zé Nabo e Ricardo Cruz no baixo. A edição, em finais de Setembro, é da iPlay. A apresentação ao vivo do álbum foi no dia 10 de Outubro, no Centro Cultural de Belém.
Ana Sofia Varela: Voz | Paulo Parreira: Guitarra Portuguesa | Carlos Manuel Proença: Viola de Fado | Ricardo Cruz: Baixo
www.myspace.com/anasofiavarela |
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NANCY VIERA (World Music / Cabo-Verde)
A princesa da voz de oiro
Dizer que Nancy Vieira é cabo-verdiana poderia ser uma forma de justificar a sua inata musicalidade, mas da sua forma de estar e de interpretar as coisas da vida emerge um caudal de emoções que transpõe as ilhas. Na sua voz há doçura e subtileza, ritmo e firmeza, sentimento e interpretação. Cabo Verde é inspiração. É causa e efeito no seu canto. O mundo é o auditório e parte integrante de uma miscelânea cultural que a influencia. Nancy Vieira cria elos de ligação entre Cabo Verde e sonoridades de outros pontos do mundo, em particular da América do Sul. Em palco, apoia a sua voz apenas em instrumentos acústicos, destacando-se a simplicidade e o bom gosto dos arranjos musicais. Com três discos editados – Nôs Raça, Segred e Lus –, Nancy Vieira tem actuado um pouco por todo o mundo. Em 2009 realizou pela primeira vez duas tournées na Holanda e na Bélgica, e em Julho o CD Lus foi editado mundialmente pela editora Harmonia Mundi, World Village. Em Outubro deste ano edita, juntamente com Manuel Paulo, o CD “Pássaro Cego”, em com letras de João Monge. |
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YAMI (Angola/Portugal, World Music)
Nascido em Angola, mas há muitos anos radicado em Portugal, Yami é um dos mais recentes e melhores exemplos do caldeirão de culturas - mestiças, híbridas, cruzadas - em que Lisboa se tornou nos últimos anos. Misturando na sua música o semba angolano, o zouk das Antilhas, influências do chorinho e do samba brasileiros, da música moçambicana e cabo-verdiana, do jazz e da pop, Yami - que canta em português e em Kimbundo, uma das línguas mais faladas em Angola -, celebra com a sua música, e de uma forma cosmopolita e moderna, o espaço da lusofonia e as suas muitas músicas. Cantor, compositor, guitarrista e baixista, Yami acompanhou grandes nomes da música portuguesa como Carlos do Carmo, Dulce Pontes ou a luso-cabo-verdiana Sara Tavares e editou, a solo, o álbum «Aloelela». Descubra esse álbum ou a sua versão ao vivo, nos concertos de Yami.
www.myspace.com/yamimusica |
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MANUEL PAULO & NANCY VIEIRA (World Music Portugal/Cabo-Verde)
“Pássaro Cego” é o título do disco de estreia de uma nova formação musical que junta o compositor e pianista português Manuel Paulo e a cantora cabo-verdiana Nancy Vieira à teia poética de João Monge, e será editado em Setembro de 2009.
A ideia que presidiu à concepção de “Pássaro Cego” tem a ver com a criação de uma série de canções com ligação entre si, em vez de uma colecção de canções isoladas tematicamente. É para os autores Manuel Paulo e João Monge um desafio estimulante, pois têm, assim, um fio condutor, como se de um argumento se tratasse, que vai levando quem os ouve ao longo das ilhas sobrevoadas pelo pássaro. O pássaro, sendo cego, orienta o voo guiando-se pelos seus sentidos e vai identificando as várias ilhas que sobrevoa. Assim, plana sobre “a ilha mãe”, “a ilha dos corpos”, “a ilha da saudade”, “a ilha da Babilónia”, “a ilha das vozes” ou “a ilha dos amores”. A cada uma das dez ilhas corresponde uma canção, para além de um tema que se intitula “ Pássaro Cego”. Canções que adquirem uma novíssima dimensão na voz quente e expressiva de Nancy Vieira.
www.myspace.com/manuelpaulonancyvieira |
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MÔNICA SALMASO (Música Popular Brasileira)
Mônica Salmaso é hoje considerada uma das mais importantes vozes da Música Popular Brasileira. Com uma voz grave e uma afinação perfeita, a cantora tem fascinado críticos e ouvintes.
Participou do CD mais recente de Chico Buarque, "Carioca", cantando a música "Imagina" de Chico Buarque e Tom Jobim. Lançou em 2007 seu quinto CD "Noites de gala, samba na rua" com músicas de Chico Buarque e participação especial do grupo Pau Brasil. E o mesmo trabalho, em DVD, em 2008.
Acompanhada por Teco Cardoso (saxofones e flautas) e Toninho Ferragutti (acordeão), Mônica Salmaso apresenta em Portugal essencialmente canções que exploram a sonoridade do trio (voz, sopros e acordeão), passeando por um repertório de música brasileira (dos anos 40 até hoje), música latino-americana e música portuguesa. |
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LES YEUX NOIRS (World Music)
Dois Irmãos….Seis músicos…
Durante doze anos, LES YEUX NOIRS ( "Black Eyes") abriram caminho na música cigana, apoiados por um crescente público-alvo. Inspirados por diferentes influências, LES YEUX NOIRS convidam-nos a partilhar momentos de intensa emoção e alegria, uma vez que tecem a sua extraordinária magia.
LES YEUX NOIRS ampliaram a sua base original fora dos habituais centros culturais e teatros, conquistando novos espaços no mundo inteiro: reggae, jazz e clássica, indo ao encontro de diferentes públicos, a banda tem cumprido os seus sonhos e revelou as suas múltiplas facetas. |
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GHALIA BENALI (World Music)
Ghalia Benali vive na Bélgica e foi considerada pela crítica francófona como “a mais bela descoberta” dos últimos tempos, graças ao seu disco “Wild Harissa”: um surpreendente registo que mistura a música árabe com as tradições europeias, desde a música renascentista ao flamenco, com passagem pontual pela rítmica inter-atlântica que desagua na América do Sul, e onde não falta sequer uma guitarra portuguesa. Mulher de convicções, Ghalia Benali diz que se trata de “música árabe com novas formas, por vezes festiva mas nunca profana, ocasionalmente romântica, ou mesmo clássica e medieval, e às vezes selvagem e excessiva: um passaporte para muitas culturas, um microcosmos em que os séculos se reúnem para criar qualquer coisa nova”. Ela sabe do que fala. E os músicos que a acompanham também.
www.myspace.com/ghaliabenaliofficial |
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OURO NEGRO (Músicas do Mundo/África)
A Homenagem Que Faltava
50 Anos depois do início do Duo Ouro Negro, Manuel d'Oliveira (mentor do projecto de homenagem, director musical, produtor e guitarrista), Janita Salomé (voz), Filipa Pais (voz), o angolano Yami (co-director musical, voz e baixo) e a cabo-verdiana Ritinha Lobo (voz) juntaram-se para gravar um álbum de homenagem, mais que merecido e justificado, ao Duo Ouro Negro. Com eles estão também o pianista Filipe Raposo e o baterista e percussionista Quiné. Recuperando as canções mais emblemáticas do Duo Ouro Negro, o tributo tem como nome «Ouro Negro» e será editado em Outubro. O espectáculo percorre de igual modo todo o repertório do disco com todos os seus intervenientes. O Duo Ouro Negro abriu a sua música aos géneros angolanos (o semba, o merengue ou o por eles popularizado kwela) mas também a músicas exteriores como o rock - chegaram a gravar versões dos Beatles -, o jazz, a soul, o funk, ritmos brasileiros, cabo-verdianos e moçambicanos. Cantando em kimbundo, português, crioulo ou inglês, o Duo Ouro Negro - Raúl Indipwo e Milo MacMahon - deixaram-nos canções inesquecíveis como «Muxima», «Mãe Preta», «Kurikutela», «La Kwela», «Moamba, Banana e Cola», «Vou Levar-te Comigo», «Maria Rita», «Menino» ou «Iliza (Gomara Saia)».
www.myspace.com/ouronegro |
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